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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

CASEIRAS - FESTIVAL GASTRONÔMICO DE GUIDOVAL

Continuando a sequencia de posts que estavam na geladeira, hoje eu trago o review de dois rótulos caseiros que comprei na Festival Gastronômico de Guidoval (ou famosa festa de Sant' Ana).

Guidoweiss
Como o próprio nome já diz é uma cerveja de trigo guidovalense. Apesar de eu não ter tido condições de levar nenhuma Stone Brothers pra esse evento, fiquei super feliz por ter uma representante aqui da cidade. Apesar de os cervejeiros responsáveis por ela não morarem mais aqui, eles não deixam de levar o nome da cidade com orgulho! Parabéns!!!


Graduação Alcoólica: não anotei e já não tenho mais a garrafa, me desculpem.
Tipo: Weizenbier
Volume: 600ml
Cerveja de coloração turva, quase acobreada. Creme bege de boa formação e duração. Aroma e sabor (banana, cravo, fermento, pão) como manda a escola alemã.

Caipora
Cerveja da nossa vizinhança, direto de Ubá, produzida pelo brother Lucas (que participou junto com a gente no Quintal), essa Robust Porter ficou do carvalho.


Graduação Alcoólica: 5,90% vol
Tipo: Robust Porter
Volume: 600ml
De cor preta e opaca, creme marrom de ótima formação e média duração (é uma coisa que quero corrigir nas minhas stouts, a espuma sempre baixa rápido). Aroma de maltes tostados, café, toffee, chocolate e lúpulo. É, isso mesmo, lúpulo. O Lucas deu aquela incrementada e fez um dry hopping nessa receita, o que deu um toque muito especial na receita. Sabor que remete à café, chocolate e amargor bem equilibrado.

terça-feira, 23 de maio de 2017

CERVEJAS RUPESTRE

A Rupestre apareceu aqui no blog recentemente e sempre que chega alguma novidade eu corro pra experimentar. Os últimos rótulos que experimentei foram a Red Ale Defumada e uma American Dark Ale.

Red Ale Defumada


Graduação Alcoólica: 6,30% vol
Tipo: Red Ale
Volume: 600ml
Cerveja de coloração acobreada, com creme bege de ótima formação e duração. Aroma maltado e caramelado. Sabor com notas de caramelo, malte levemente torrado. Amargor suave, muito bem inserido. Corpo e carbonatação média.

American Dark Ale


Graduação Alcoólica: 4,50% vol
Tipo: American Porter
Volume: 600ml
Cerveja de coloração marrom escuro com reflexos de matizes rubi. Creme bege de boa formação, mas que baixou rápido. Aroma maltado com notas de malte tostado e presença de lúpulo com caráter floral muito leve. Sabor de malte torrado, amargor suave e final seco. Corpo médio com baixa carbonatação e leve adstringência, característica dos maltes escuros.

Obs.: Como ela não veio com classificação de estilo e o American Dark Ale não é um estilo que exista, acabei classificando ela como uma American Porter, pois apresentou notas médias de maltes torrados, corpo médio e amargor suave.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

RUPESTRE CERVEJA ARTESANAL

Como disse no post anterior, as cervejas caseiras estão aparecendo aos montes por aqui. Direto de Vespaziano-MG para Ubá, através do espaço OHKA e do parceiro Pablo que é responsável pela criação dos rótulos da Rupestre e da Stone Brothers, as brejas do pai do Tiê (outro brother que tá engajado no movimento) me agradaram demais. O único problema, foi que em algumas garrafas a carbonatação estava baixa, problema que ocorre até com certa frequência com os caseiros, na maioria dos casos pela tampinha que não encaixou direito. Fora isso estão muito acertadas.

EPA Maracujá


Graduação Alcoólica: 5,20% vol
Tipo: Bitter ou Fruit Bier (confesso que fiquei na dúvida)
Volume: 600ml
Cerveja de coloração amarelo dourado. Creme branco de boa formação e duração. Aroma com notas herbais do lúpulo e frutado que remete ao malte e maracujá. Corpo médio, com boa carbonatação acompanhado pela dulçor do malte no começo do gole e amargor bem inserido que persiste no aftertaste.

Ale Porter


Graduação Alcoólica: 4,70% vol
Tipo: Porter
Volume: 600ml
Cerveja de cor escura e opaca. Creme bege de média formação e boa duração. No aroma, notas que remetem a café, chocolate e toffee devido ao malte torrefado. Cerveja bem encorpada, mas apresenta boa drinkability com um IBU bem baixo, o que faz com que o sabor do malte torrefado prevaleça.

Ale  de Trigo


Graduação Alcoólica: 4,70% vol
Tipo: Weizenbier
Volume: 600ml
Coloração palha. Turva e com creme branco de boa formação mas que baixou rápido.
No aroma, notas de cravo, banana e fermento e biscoito. Bem encorpada com sabor maltado, fermento amargor quase imperceptível (característico do estilo).

Pale Ale - Pitanga


Graduação Alcoólica: 7,20% vol
Tipo: Pale Ale
Volume: 600ml
Coloração acobreada com presença de resíduos provavelmente da pitanga. Creme bege de boa formação mas que baixa rápido. No aroma, notas frutadas e de malte. O sabor maltado tem um ótimo contraste com as notas suaves do lúpulo e presença sútil da pitanga.

domingo, 22 de janeiro de 2017

JACK BARLEY - CERVEJA DE GARAGEM

Ultimamente tenho experimentado muitos rótulos caseiros e na maioria dos casos encontrado ótimas cervejas. A Jack Barley é feita em Ubá (por um companheiro cervejeiro que ainda não conheço), mas com a crescente em que estamos isso é questão de tempo.

 APA Maracujá


Graduação Alcoólica: 5,00% vol
Tipo: APA
Volume: 330ml
Cerveja de coloração amarelo escuro, turva. Creme branco de boa formação e duração. Corpo leve, cítrico com lúpulo bem inserido e o maracujá aparece no final. No aroma o maracujá é intenso e contrasta bem com as notas cítricas. O único ponto negativo foi que ao abrir a garrafa perdi quase metade da cerveja. Ela esguichou como uma garrafa de champanhe, fenômeno esse que é conhecido como gushing e normalmente ocorre por contaminação. Fora isso a cerveja esta demais.

Brown Porter


Graduação Alcoólica: 6,80% vol
Tipo: Brown Porter
Volume: 500ml
Cerveja de coloração marrom avermelhado, com creme bege de boa formação mas que baixou muito rápido. No aroma, é perceptível as notas de malte torrado e lúpulo mas em contrapartida havia um aroma excessivo álcool, que deixou a cerveja desequilibrada. No sabor o álcool também chegou a incomodar, pois está sobrepondo os outros sabores. Não sei se dei algum azar e pretendo encontrar com o cervejeiro para conversarmos sobre a receita.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

STONE BROTHERS CERVEJARIA - TROPICAL TOP ~~ FLASH DAY

Com a correria do meu final de ano acabei abandonando o blog de vez no último mês, mas por uma causa nobre. Afinal não é todo dia que você termina a faculdade de engenharia, mas não é disso que eu vou falar hoje. O post está totalmente atrasado e esse evento ocorreu há pouco mais de um mês.

O Tropical Top foi um evento no formato de Flash Day (pra quem não sabe clica aqui) que marcou a inauguração do espaço OHKA. Não por acaso um dos sócios do espaço é o design responsável por toda a identidade visual da Stone Brothers e nós não poderíamos ficar de fora dessa.

Levamos uma Witbier em que já estávamos desenvolvendo a receita e fizemos uma Blond Ale especialmente pro evento. A Blond tem até uma história curiosa, como estávamos com pouco tempo utilizamos rampas de fermentação e maturação e ela ficou pronta em duas semanas, mas depois eu conto em outro post os detalhes da receita.

Além das nossas cervejas participaram do evento a Teig. (sanduíches artesanais) e o Studio Tatuaria. E como cheguei cedo, acabei trocando uma ideia com o Fael e mandamos uma tattoo hehehe.



Mais uma vez a interação com a galera foi demais, conheci uma menina que trabalha no setor de qualidade da Itaipava com análise de flavors, troquei muita ideia com um conhecido que fez um curso de análises sensoriais recentemente. Em resumo foi mais um evento com muito aprendizado.

Diegão dando aquela aula sobre os maltes


E porque só hoje eu estou postando? Além do fato de não ter tido tempo, amanhã rola a segunda edição do evento, então quem tiver de bobeira na cidade não perde tempo e aparece lá.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

STONE BROTHERS CERVEJARIA - 2° QUINTAL

O post tá meio atrasado, o blog tá meio abandonado pra falar a verdade mas sempre que dá eu tiro algumas horinhas, escrevo e vou postando aos poucos.

Se o 1° Quintal foi um sucesso, o segundo não poderia ter sido melhor. Dessa vez tivemos um tempinho para fabricar mais cervejas e levamos algo totalmente diferente do primeiro evento e até com certo receio de qual seria a resposta do público. Fizemos uma Red Ale com adição de canela e uma Dry Stout com os rótulos já definidos e com a identidade visual da cervejaria pronta.


Sobre as nossas receitas, pretendo fazer uma serie de posts contanto sobre cada uma, suas peculiaridades, erros e acertos, criação dos rótulos e o que os nossos amigos e futuros clientes podem esperar daqui pra frente.

Quanto ao evento, o medo que tínhamos sobre a aceitação das receitas principalmente da Dry Stout, por se tratar de uma cerveja escura e quando se fala nesse tipo de cerveja a grande maioria associa à Caracu. Mas aos poucos o medo foi indo embora e a galera provou e aprovou a breja.


Por se tratar de um evento que engloba música, gastronomia e artesanato tem sempre uma interação muito legal. Nesse por exemplo, teve uma apresentação rap de um argentino e um colombiano. E que negócio foda! No meu Instagram tem um vídeo deles que vale conferir.

Ainda sobre os caras, o argentino trouxe um amigo para conhecer a festa e principalmente as cervejas já que ele trabalha como mestre cervejeiro em uma micro cervejaria. Não consigo lembra o nome dele (esse é um dos problemas de demorar para fazer os posts), mas nós conversamos bastante mesmo agarrando em alguns termos já que ele tá aprendendo o português e eu não sei nada de espanhol. Ele experimentou as duas cervejas, fez várias críticas construtivas, me deu dicas de armazenamento e deu até uma avaliada nas cervejas, me ajudou a identificar um off flavor (muito sutil, mas que estava me incomodando) na Red Ale e disse que a Dry Stout está redonda, ideal até para entrar em concursos.

Realmente foi muito proveitoso e no mês dezembro muito provavelmente teremos a terceira edição. Fiquem atentos aqui no blog e nas redes sociais da Stone Brothers.

domingo, 28 de agosto de 2016

STONE BROTHERS CERVEJARIA - EVENTO DE LANÇAMENTO

Continuando a saga cervejeira, tivemos que alterar o nome. Depois do evento em Miraí, encontramos uma cerveja com o mesmo nome. Brutos era algo que resumia bem o nosso conceito de fazer cervejas fortes e robustas, então foi um pouco difícil conseguir outro nome com tanto peso e identidade. Vários nomes vieram a mesa e Stone Brothers foi algo que nos agradou bastante.

Nesse meio tempo de mudança de nome e criação de uma identidade visual para a marca, fomos participar da primeira edição do Quintal em Ubá. O evento funcionou no formato de uma feirinha com roupas, livros, artesanato, comida e bebida de primeira.


Foi o lançamento da Stone Brothers e não poderia ter sido melhor. Vendemos todo o nosso estoque antes da metade do evento. Pelo menos deu pra aproveitar mais o evento depois que fechamos a nossa barraquinha.


Além disso, foi o show de estreia de um grande amigo nosso. A banda Crua botou pra quebrar!


Em resumo, todo mundo que compareceu adorou o evento e já estamos esperando o próximo. Até lá estamos preparando novas receitas e muitas surpresas para o público cervejeiro.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

OS DESAFIOS E PRAZERES DE SE FAZER A PRÓPRIA CERVEJA

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe do meu amor pelas cervejas especiais. E desde o início do ano estou envolvido com o projeto de fazer minha própria cerveja, juntamente com o meu brother Diego. De lá pra cá dividi o tempo entre faculdade, um passeio de moto aqui e um churras ali para colocar essa ideia em prática. Foram algumas semanas entre comprar todos os utensílios, montar um brew stand até a primeira brassagem.



Com todo o aparato montado, só faltava colocar a mão na massa. Compramos o malte já moído para evitar problemas (vou me aprofundar nesse assunto, assim que fizer a primeira moagem) e facilitar a produção da cerveja que foi escolhida, uma IPA. Mesmo assim tivemos alguns imprevistos durante a brassagem, como um pouco do malte que deixei entornar no chão, ou o mosto que entornou um pouco durante a fervura. Falta de experiência, mas nada que comprometesse a produção.


Fiquei um pouco paranoico com a sanitização (acho que todo cervejeiro caseiro tem essa noia), mas depois de 5 semanas pude tomar a cerveja que eu fiz. Foi uma das melhores sensações que já tive. Melhor que fazer o próprio churrasco, já que nesse caso tem toda a espera e ansiedade para saber se vai ficar boa, se não contaminou, se vai gasificar, enfim é algo que não tem preço.


Não vou fazer um review da minha própria cerveja porque modéstia a parte ela ficou boa pra caralho, mas posso dizer alguns dados sobre ela como a coloração, aromas e corpo que ficaram dentro do esperado, o teor alcoólico ficou em 5,25% vol. Uma coisa que posso dar certeza é que a partir de agora vou em busca de fabricar novas cervejas e criar receitas, pois esse é um caminho sem volta!