A jornada tem início em São Francisco com destino ao Brooklyn com o desafio de percorrer mais de 6000km em 21 dias. Todos eles são bem engajados com a kustom kulture e as motos são bem legais, apesar de quebrarem diversas vezes durante o percurso, mas isso é absolutamente aceitável quando se atravessa um país em motos com no mínimo 40 anos de uso.
Essas são as motos e os detalhes que mais me chamaram a atenção. Se alguém ver alguma coisa que eu deixei passar me avise nos comentários.
E olha como ficou irada a moto dele.
Como ele mesmo fala a moto é uma Ironhead 1977 e as modificações visíveis são:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira springer alongada com perfil quadrado;
-Freio traseiro a tambor foi mantido e o dianteiro removido;
-Rodas raiadas e pneus radiais (a roda dianteira é bem pequena, talvez menor que 18");
-Guidon rabbit, tanque peanut, banco e sissy bar handmade;
-Escape curto serrado;
Troy Critchlow é um cara que trabalha com customização. Em um dos trechos do filme ele diz "Eu não sei o que me atrai na sensação de dirigir essa moto, mas tem uma potência que dá uma sensação boa. Não é nem a velocidade que você vai. Pode estar dirigindo a 120km/h, mas a sensação que o motor dá, parece... é indescritível a sensação. Você está meio que ronronando pela estrada. E dá para sentir o motor trabalhando. Dá para ouvir os tuchos, tipo, batendo abaixo de você. Toda sensação é boa. Você parece que está conectado a isso."
Compartilho do mesmo sentimento que ele. Quando você está na moto, parece que ocorre uma união, você e a moto são um só.
A moto é uma Shovelhead 1967, "sempre quis ter, porque é o ano que nasci", ele fala.
Dentre as quatro, é a que tem menos modificações:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira telescópico, mas com angulação modificada deixando com uma pegada mais chopper;
-Freio traseiro removido e duplo disco na dianteira;
-Rodas de liga e pneus radiais;
-Guidon chumps;
-Banco e sissy bar handmade;
-Escape 2x1;
-Câmbio suicida.
Ryan Grossman também é outro que trabalha com customização. Sabe aquela knucklehead do J.T. que o Jax pilota no ultimo episódio de Sons? Então, foi esse cara que reformou.
Essa Knucklehead eu não sei o ano. Não foi dito no filme e eu não tenho tanto conhecimento assim para apenas olhar o motor e saber o ano. Modificações:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira springer alongada;
-Freio traseiro a tambor foi mantido e o dianteiro removido;
-Rodas raiadas e pneus radiais (a roda dianteira também é bem pequena);
-Guidon, banco e sissy bar handmade;
-Escape fish tail longo;
-Câmbio suicida;
-Primaria aberta.
O último é Gentry Dayton. Não achei nenhum site ou rede social dele, mas ele é um cara que vive a cultura biker e tem uma loja de roupas e acessórios no Brooklyn.
A moto é uma Panhead 1949, e a customização foi feita pela Keino Cycles:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira telescópico, mas com angulação modificada deixando com uma pegada mais chopper;
-Guidon chumps;
-Tanque tipo gota, banco e sissy bar handmade;
-Escape fish tail;
-Câmbio suicida.
Ainda sobre o filme, durante a viagem eles se encontram com Tom Fugle. O cara é um dos pioneiros quando o assunto é customização e fabricação de choppers. Além de fazer motos fodas, ele é também amigo pessoal do David Mann e pelo que é contado, uma das fontes inspiradoras de Mann.
Ele é também o fundador do El Forastero MC. Um moto clube 1% muito respeitado por lá e é muito interessante em ver como é isso lá. Os caras tem uma admiração enorme por ele, que por sua vez aparenta ser muito simples e não ter nem noção daquilo que representa como símbolo de uma geração. Então, mais uma vez eu digo: ASSISTAM!
















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