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domingo, 18 de março de 2018

FOTOS DOS LEITORES #12

Outro post que eu me amarro quando tenho material é a seção de fotos do leitores. Se você anda de moto ou conhece alguém que se interessa pelo assunto, sabe como o nosso querido veículo de duas rodas pode aproximar as pessoas. Sempre que algum amigo viaja e me manda foto das motos que encontrou pelo caminho eu fico muito feliz, pois sei que compartilhamos do mesmo sentimento para com as magrelas.

O brother Pablo (que aliás é o responsável pelas artes da Stone Brothers) esteve no velho continente e mandou essas belezuras aqui pra gente.

Harley Davidson - Dyna Street Bob / Paris

Harley Davidson - Fat Bob M8-114 / Paris

Kawasaki - Z350 / Paris

Moto Guzzi - V7 Racer / Paris

Suzuki - Van Van 125cc / Paris

Triumph - Bonneville Bobber / Paris

Triumph - Thruxton R / Paris

Triumph - Thruxton / Paris

Brixton - BX 125 X / Paris

Mash - Café Racer 125 / Paris

Modelo não identificado / Paris

Para quem ficou curioso sobre os últimos modelos, vou deixar o link da Brixton Motorcycles e Mash Motorcycles que são pequenas montadoras que apostam no mercado das customizadas de pequena e média cilindrada. A última foto não foi possível identificar o modelo, mas tudo indica que seja outro modelo customizado de fábrica.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

FOTOS DOS LEITORES #11

O primeiro post com as fotos dos leitores desse ano é na verdade mais um post do ano passado. As fotos foram enviadas pelo nosso maior colaborador, meu grande irmão Belli que dessa vez deu um rolê pela Florida. As fotos foram tiradas em Orlando e Miami. Tá fraco o menino?

Harley Davidson - Sportster 48

Harley Davidson - Sportster Iron

Harley Davidson - Customizada

Harley Davidson - Softail Heritage (Bagger)

Harley Davidson - Softail

Harley Davidson - V-Rod Muscle

Honda - Shadow (Bagger)

Harley Davidson - Softail

Kawasaki - Vulcan

Yamaha - XJ6

Yamaha - XJ6

Triumph - Speed Triple

Kawasaki - ZRX 1200



E ainda tem um brinde

Bugatti Veyron

E você, tem umas fotos legais? Manda pra cá que vai virar post.

sábado, 26 de agosto de 2017

FOTOS DOS LEITORES #10

Confesso que estava com saudades da seção fotos dos leitores. Tem quase um ano desde a última postagem, mas como sempre o meu brother Belli mandou umas fotos iradas da sua última viagem pela Europa. Não peguei com ele a localização de cada foto mas ele passou pela Alemanha, Hungria e Republica Tcheca.

Thanks man!

Kawasaki - Vulcan

Yamaha - XJ6F

Yamaha - Não conheço esse modelo, alguém pode ajudar?

Triumph - Speed Triple

BMW - GSR 1100

Honda - CB 500

BMW - GS 1200

Yamaha - Fazer 600

BMW - GS 1200

segunda-feira, 18 de abril de 2016

MOTO DO FILME #10 - 21 DAYS UNDER THE SKY

Este filme/documentário está disponível na Netflix e com pré-venda em DVD, Blue Ray e no iTunes. A história é aquela de sempre, alguns amigos pegam suas motos e decidem cruzar o país. E isso é muito foda! Todo mundo que gosta de motos, anda de moto e curte todo esse universo se ainda não fez algo do tipo, já sonhou com isso. Você, a moto, seus companheiros e a estrada somente. Lógico que nesse caso, havia toda uma equipe de filmagem para capturar todos os momentos, mas que de modo algum interferiu na curtição dos caras. A fotografia e trilha sonora são fantásticas, então vale muito a pena assistir.


A jornada tem início em São Francisco com destino ao Brooklyn com o desafio de percorrer mais de 6000km em 21 dias. Todos eles são bem engajados com a kustom kulture e as motos são bem legais, apesar de quebrarem diversas vezes durante o percurso, mas isso é absolutamente aceitável quando se atravessa um país em motos com no mínimo 40 anos de uso.

Essas são as motos e os detalhes que mais me chamaram a atenção. Se alguém ver alguma coisa que eu deixei passar me avise nos comentários.

Josh Kurpius é um dos caras, trabalha com fotografia e é muito respeitado no meio. Sobre sua relação com a moto ele diz o seguinte "... eu tinha terminado a faculdade, me casado e já estava separado quando essa coisa da moto veio. Na época comprei essa Ironhead Sportster 1977. Não era muita coisa, mas era o que eu podia comprar. Eram apenas alguns pedaços e eu fui montando ela do meu jeito, tudo sozinho. Nunca tinha trabalhado com torno, solda ou laminação. Mas se eu ia andar, queria fazer tudo sozinho para que se um dia ela quebrasse eu saberia consertar."

E olha como ficou irada a moto dele.


Como ele mesmo fala a moto é uma Ironhead 1977 e as modificações visíveis são:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira springer alongada com perfil quadrado;
-Freio traseiro a tambor foi mantido e o dianteiro removido;
-Rodas raiadas e pneus radiais (a roda dianteira é bem pequena, talvez menor que 18");
-Guidon rabbit, tanque peanut, banco e sissy bar handmade;
-Escape curto serrado;

Troy Critchlow é um cara que trabalha com customização. Em um dos trechos do filme ele diz "Eu não sei o que me atrai na sensação de dirigir essa moto, mas tem uma potência que dá uma sensação boa. Não é nem a velocidade que você vai. Pode estar dirigindo a 120km/h, mas a sensação que o motor dá, parece... é indescritível a sensação. Você está meio que ronronando pela estrada. E dá para sentir o motor trabalhando. Dá para ouvir os tuchos, tipo, batendo abaixo de você. Toda sensação é boa. Você parece que está conectado a isso."
Compartilho do mesmo sentimento que ele. Quando você está na moto, parece que ocorre uma união, você e a moto são um só.


A moto é uma Shovelhead 1967, "sempre quis ter, porque é o ano que nasci", ele fala.

Dentre as quatro, é a que tem menos modificações:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira telescópico, mas com angulação modificada deixando com uma pegada mais chopper;
-Freio traseiro removido e duplo disco na dianteira;
-Rodas de liga e pneus radiais;
-Guidon chumps;
-Banco e sissy bar handmade;
-Escape 2x1;
-Câmbio suicida.

Ryan Grossman também é outro que trabalha com customização. Sabe aquela knucklehead do J.T. que o Jax pilota no ultimo episódio de Sons? Então, foi esse cara que reformou.


Essa Knucklehead eu não sei o ano. Não foi dito no filme e eu não tenho tanto conhecimento assim para apenas olhar o motor e saber o ano. Modificações:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira springer alongada;
-Freio traseiro a tambor foi mantido e o dianteiro removido;
-Rodas raiadas e pneus radiais (a roda dianteira também é bem pequena);
-Guidon, banco e sissy bar handmade;
-Escape fish tail longo;
-Câmbio suicida;
-Primaria aberta.

O último é Gentry Dayton. Não achei nenhum site ou rede social dele, mas ele é um cara que vive a cultura biker e tem uma loja de roupas e acessórios no Brooklyn.


A moto é uma Panhead 1949, e a customização foi feita pela Keino Cycles:
-Traseira hardtail (rabo duro);
-Dianteira telescópico, mas com angulação modificada deixando com uma pegada mais chopper;
-Guidon chumps;
-Tanque tipo gota, banco e sissy bar handmade;
-Escape fish tail;
-Câmbio suicida.

Ainda sobre o filme, durante a viagem eles se encontram com Tom Fugle. O cara é um dos pioneiros quando o assunto é customização e fabricação de choppers. Além de fazer motos fodas, ele é também amigo pessoal do David Mann e pelo que é contado, uma das fontes inspiradoras de Mann.


Ele é também o fundador do El Forastero MC. Um moto clube 1% muito respeitado por lá e é muito interessante em ver como é isso lá. Os caras tem uma admiração enorme por ele, que por sua vez aparenta ser muito simples e não ter nem noção daquilo que representa como símbolo de uma geração. Então, mais uma vez eu digo: ASSISTAM!

quinta-feira, 10 de março de 2016

HARLEY & INDIAN - PROJETOS DA 2° GUERRA

No último post, contei um pouco da história da Ural Motorcicles, sobre como ela surgiu durante a Segunda Guerra Mundial e como continuou fabricando praticamente o mesmo produto durante todo esse tempo. E enquanto pesquisava sobre a fabricante russa, acabei descobrindo que no mesmo período Harley e Indian trabalharam em projetos parecidos.

No início da guerra o exército americano pediu para que as duas montadoras desenvolvessem e produzissem 1000 motos cada. A exigência era que elas tivessem cardã e uma boa resposta em terrenos desérticos, pois seriam utilizadas posteriormente no norte da Africa.

A HD optou por copiar um modelo já existente. A BMW R71 que já contava com transmissão por cardã e tinha o hoje famoso motor boxer.



Com o nome de XA a motocicleta tinha 750cc e 23 cavalos de potência. Pelo fato de o cabeçote do motor ficar mais exposto ela tinha uma refrigeração muito melhor que os motores V-twin. Outra curiosidade sobre esse modelo, é que ele foi o primeiro a receber um garfo telescópico em conjunto com a suspensão springer.

Já a Indian resolveu se inspirar na R71 e criar um motor diferente. Utilizando grande maioria das peças do motor da Scout, eles criaram um motor em V transversal. Muito parecido com o motor das Moto Guzzi. Pode-se dizer então, que a Moto Guzzi copiou o modelo do motor Indian.


A Indian 841 como foi chamada, também tinha 750cc e aproximadamente 25 cavalos. Ela contava com sistema de freio melhor que as outras Indians e veio também com uma suspensão girder hidráulica.

Depois de um longo período de testes dos dois modelos, os militares desistiram de levar os projetos adiante. E com o final da guerra, as motos foram vendidas para civis.

terça-feira, 8 de março de 2016

URAL MOTORCYCLES

No post WHY WE RIDE?, eu fiquei devendo mais informações sobre o sidecar das fotos. E antes de falar sobre ele, vou contar um pouco da história da montadora.


A história da Ural começou no final da década de 30, com a 2° Guerra prestes a começar. Na época, o exercito russo que não contava com motocicletas de qualidade, foi buscar um modelo que atendesse melhor as suas necessidades. E como nos dia de hoje, nada se cria tudo se copia, lá atrás não foi muito diferente. Eles escolheram a BMW R71 (melhor moto com sidecar da época) como base para o projeto.

Na época, com medo de bombardeios a fábrica foi retirada de Moscou e transferida para a cidade de Irbit, localizada nos Montes Urais. Daí vem o nome que a marca carrega até hoje.


Deste ponto até a primeira Ural existem duas versões. A primeira de que o Exército Vermelho havia adquirido de forma sigilosa 5 modelos da BMW, desmontado e copiado todos os detalhes da moto. A segunda, é que a própria BMW teria fornecido o projeto  aos russos em troca de tecnologia soviética em diferentes ramos.

Em 1941 a primeira Ural (batizada de M-72) ficou pronta, e com a aprovação de Stalin deu-se início a produção.


Uma coisa que eu não sabia, é que a Harley também copiou esse modelo da BMW e chegou a fabricar cerca de 1000 unidades do modelo XA (Experimental Army), mas vou deixar essa história para um outro post.


No final de 1942, as primeiras M-72 foram para o campo de batalha. Durante a guerra, quase 10.000 motos foram entregues ao exército soviético.


Depois da 2° Guerra, a fábrica localizada nos Montes Urais passou a produzir somente modelos para o uso civil e a fabricação das motos de uso militar foi para outra unidade localizada na Ucrânia. Depois disso a empresa foi vendida ao capital privado e até os dias de hoje mantem os modelos na forma clássica, porém com atualizações tecnológicas.

Agora sim! Vamos falar do side que foi o real motivo desse post, o Ural Gear-Up.


Hoje a motocicleta ainda tem a mesma potência de quase 80 anos atrás. O motor boxer de 749cc que tem uma estética muito parecida com os motores BMW atuais (herança da cópia de projeto), conta também com toda a tecnologia atual para entregar o melhor desempenho ao usuário.


Atualmente a Ural tem 4 modelos na sua linha de produção. O Gear-Up (fotos), Patrol, cT e M70. Todos eles tem o mesmo chassi e motor, o que muda de um para o outro é algum detalhe no sidecar, suspensão, farol e acabamentos.

A Ural também tem um blog que é alimentado com fotos dos proprietários. E tem muita coisa massa, dá ainda mais vontade de ter um side. Não necessariamente um Ural, mas talvez uma café com side. Já pensou em viajar com o seu cachorro?