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quinta-feira, 15 de junho de 2017

MOTO ELÉTRICA - SAROLÉA MANX7

Hoje em dia é inevitável não falar em sustentabilidade e consequentemente sempre ouvimos que os motores à combustão estão com os dias contados e que marcas icônicas como a Harley Davidson estão buscando novas tecnologias e maneiras de se inserir no mercado de motos sustentáveis. Não quero entrar no mérito de sustentabilidade com esse post, até por que é um assunto muito amplo. Então vou tentar me conter apenas nas motos, mas antes de falar da moto desse post algumas coisas devem ser esclarecidas:

1° Acho que temos que buscar viver de maneira sustentável, mesmo tendo ciência que sou falho nesse sentido em determinados momentos do dia. Não que seja uma desculpa, mas trabalhar no ramo da construção civil (principalmente aqui no Brasil) de forma sustentável é um puta desafio.

2° Apesar de os motores à gasolina contribuírem com a poluição (vale salientar que a poluição gerada pelas motos é muito pequena, perto dos outros automóveis movidos à combustíveis fósseis) um motor de uma Panhead ou uma 7 Galo tem um som que nenhuma outra moto (elétrica) vai conseguir reproduzir.

3° Essas motos (com índices de poluição mais elevados) tem uma mecânica e elétrica muito simples, o que nos permite realizar manutenções em casa. Em uma moto moderna e cheia de fios, isso é um pouco mais complicado.

Esses pequenos fatores pesam na hora de pensar de forma racional e emocional. E porque eu falei isso tudo se o assunto do post é uma moto elétrica? É que como apaixonado por motos clássicas às vezes a gente cria uma certa resistência com tudo aquilo que é novo. De certa forma não tão novo assim né. A Saroléa é uma marca belga que iniciou sua produção em 1850 e em 1901 já lançava sua primeira motocicleta com um motor de 247cc e que teve uma evolução até o início dos anos de 1950 (no site da empresa é possível ver a linha de tempo da marca) em que a marca ficou famosa por suas motos vencerem várias competições de velocidade daquela época. Em meados da década de 50 a economia pós guerra não era das melhores e a empresa teve que diminuir a produção e teve o encerramento de suas atividades em 1973. Recentemente (2008), a marca foi comprada por dois irmãos com o intuito de produzir motos 100% elétricas e de alta performance (desde então, participam do mundialmente famoso Tourist Trophy da ilha de Man com o modelo SP7).

Em 2015 a empresa lançou um modelo para a cidade inspirado na super bike SP7, a MANX7. Essa motoca foi o motivo desse post, em que apesar de eu (de certa forma) defender os motores à combustão me deixa entusiasmado com a possibilidade de em um futuro não muito próximo (essa é a realidade) podermos pilotar uma moto tão bacana como essa.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

MOTO DO FILME #01 - ROBOCOP

Ontem assisti ao novo filme do Robocop. O contexto não tem nada a ver com o primeiro filme, mas não vou entrar em detalhes sobre isso aqui.

Vou falar da moto que ele pilota nesse novo filme. Um protótipo tático desenvolvido pela OCP que tem o nome de C-1.


Seu corpo consiste em uma armadura feita pela mistura do grafeno com o aço líquido, para resistir a qualquer ofensiva. Sistemas eletrônicos na rabeta ajudam no equilíbrio da moto, enquanto câmeras auxiliam na navegação.

A base da C-1 foi feita a partir de uma Kawasaki Z1000 antes das mudanças do modelo 2014. O responsável pela transformação da motocicleta foi o designer Martin Whist.


KAWASAKI Z1000 (à esq.), tem motor arrefecido a água, 16 válvulas (DOHC), câmbio de seis marchas, 138 cv, chassi tubular duplo em alumínio, máxima de 250 km/h e autonimia de 300 km; OMNICORP C-1 (à dir.), tem arrefecimento a hidrogênio líquido, 197 cv, estrutura em grafeno e aço líquido, máxima de 397 km/h e autonomia de 600 km.

A moto recebeu uma carenagem frontal em fibra de vidro com luzes de polícia nas laterais e um painel frontal mais largo que ficou parecido com o da R1 da Yamaha (confesso que enquanto assitia o filme fiquei na dúvida se era a Ninja ou a R1). Na dianteira tem duas linhas vermelhas que seguem as do capacete do Robocop com faróis convencionais logo abaixo.


A rabeta é parecida com as superesportivas, com entradas de ar e luzes vermelhas e azuis da polícia.

Outra parte interessante é a distância entre eixos que foi aumentada e as pedaleiras recuadas até a extremidade do pará lamas.